21/05/2026
A leitura do comércio exterior na cadeia do mobiliário exige mais do que observar as variações mês a mês. É preciso entender o ambiente em que esses indicadores se formam: mercados em reorganização, compradores mais cautelosos, tarifas em revisão, cadeias produtivas redesenhadas e uma disputa crescente por acesso, previsibilidade e diferenciação.
Entre janeiro e março, os embarques de móveis e colchões prontos somaram cerca de US$ 151,2 milhões, retração de 12,7% frente ao mesmo período do ano passado. Ainda assim, a evolução mensal aponta espaço para reação: de US$ 38,9 milhões em janeiro para US$ 47,0 milhões em fevereiro e US$ 65,2 milhões em março.
A leitura também passa pelos suprimentos para a fabricação de móveis, que somaram US$ 766,1 milhões embarcados no trimestre, queda anual de 6,6%, mas com trajetória semelhante de avanço nos dois últimos meses do período.
Os números indicam que há possibilidade para avançar, desde que a reação de curto prazo seja sustentada por uma estratégia contínua: presença internacional, diversificação de mercados, inteligência comercial, articulação institucional e diplomática.
Em um comércio global mais regulado e sensível a movimentos geopolíticos, competir exige consistência.
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