13/04/2026
No primeiro olhar, janeiro trouxe algum alívio para a indústria brasileira de móveis e colchões. A produção setorial chegou a 31,6 milhões de peças no mês, com alta de 3,1% sobre dezembro, enquanto o consumo aparente avançou 5,7% e o emprego 1,1%.
A fotografia mais ampla, contudo, ainda exige cautela: no acumulado do ano e em 12 meses, os principais indicadores seguem negativos, sugerindo menos uma inflexão consolidada e mais um movimento de recomposição depois de um fim de 2025 marcado por desaceleração produtiva, enfraquecimento da demanda, baixas condições de crédito e turbulência no comércio exterior.
A reação da produção, aliás, não encontrou correspondência no varejo. Em janeiro, as vendas de móveis caíram 20,8% em volume e 20,6% em receita na comparação com dezembro.
Outro ponto de atenção é o consumo interno maior que a produção (33 milhões de peças), somado à participação de 8,1% dos importados em janeiro. Isso não significa, por si só, perda estrutural de mercado, mas reforça que a indústria nacional opera em ambiente competitivo mais pressionado.
Leia a análise completa da ‘Conjuntura de Móveis | Edição Março 2026” em:
https://abimovel.com/industria-de-moveis-amplia-producao-mas-enfrenta-demanda-retraida/